Favela Orgânica recebe 1º intercâmbio de 2019 da Rede Favela Sustentável

Foto por Daiana Contini (@daianacontini)

No dia 27 de abril, o Favela Orgânica teve a honra de receber o primeiro intercâmbio de 2019 da Rede Favela Sustentável, que incluiu um almoço sensorial e uma tarde de atividades no Espaço Jardim da Babilônia, no Rio de Janeiro.

A Rede Favela Sustentável (RFS) é um projeto da Comunidades Catalisadoras (ComCat), desenvolvido para construir redes de solidariedade, dar visibilidade, e desenvolver ações conjuntas que apoiem a expansão de iniciativas comunitárias que fortalecem a sustentabilidade ambiental e a resiliência social em favelas de toda a região metropolitana do Rio de Janeiro.

Durante sua passagem pelo Morro da Babilônia, integrantes da rede aprenderam mais sobre a proposta de aproveitamento total de alimentos do Favela Orgânica, conheceram a Revolusolar, iniciativa que visa promover a energia solar na comunidade, e participaram de uma capacitação sobre Elaboração de Projetos.

A excursão pelo Morro da Babilônia foi liderada pelo ativista e ex-presidente da Associação de Moradores da Babilônia, André Constantine, que durante o trajeto compartilhou informações sobre a história sociopolítica da comunidade, instigando os visitantes a refletirem sobre a realidade vivida por seus moradores.

Favela Orgânica recebe 1º intercâmbio de 2019 da Rede Favela Sustentável

Foto por Daiana Contini (@daianacontini)

Almoço sensorial

O almoço sensorial do Favela Orgânica  – que no momento está promovendo a Temporada do Caqui, uma série de eventos focada na criação de produtos feitos à partir da fruta, cuja melhor época acontece entre abril e maio – foi protagonizado por um risoto de coração de banana e uma salada de caqui.

Os convidados tiveram que descobrir quais eram os ingredientes do risoto, o que tornou o almoço ainda mais instigante. Eles também puderam experimentar um suco de malvavisco, colhido na própria comunidade, que é uma flor comestível similar ao hibisco.

Plantas alimentícias não convencionais

Tanto o malvavisco quanto o coração de banana são considerados plantas comestíveis não convencionais, as chamadas PANCs, e utilizá-las no dia a dia na preparação de comes e bebes não apenas resulta em pratos mais saudáveis e criativos, como oportuniza e impulsiona novas fontes de renda para produtores, contribuindo para a biodiversidade e a sustentabilidade dos territórios brasileiros.

A utilização de alimentos da época, como o caqui, também vão de acordo com a proposta do projeto. Além do almoço, os convidados puderam experimentar e comprar outros produtos desenvolvidos pela chef Regina Tchelly a partir do caqui, entre eles, geleias, sacolés e coxinhas.

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